Liliana Viana

Nossas justificativas JUSTAS – JUSTÍSSIMAS

Posted on: 14/03/2020

Sou filha de costureira e ouvi muitas vezes: a roupa ficou justa. Justíssima.

Isso significa que ficou adequada, exata, caiu bem, assentou bem.

É certo que por vezes, no mundo do vestuário, usamos o termo: MUITO JUSTO para expressar que ficou MUITO APERTADO. Muitas vezes experimentei roupas e expressei: não cabe. Ficou JUSTÍSSIMO demais.

O MAIS INTERESSANTE é que, apesar da roupa estar APERTADA, muitos acham que CAIU BEM, ADEQUADA para ser usada.

Não só na escolha/prova do vestuário, como também nas nossas vivências, teremos dificuldades na adequação entre o JUSTO (íntegro, correto) com MUITO JUSTO (Ficou apertado), mas ASSENTA BEM nas minhas razões.

Por vezes, vamos tentar encontrar razões, que a nossa própria razão desconhece.

Não é raro ouvir explicações de alguém que só cabem nele. Ou melhor, não cabem em ninguém, mas, mesmo que não seja adequado, explanam de forma muito segura AS SUAS JUSTÍSSIMAS JUSTIFICATIVAS.

Dia desses assisti em um canal de TV um filho buscando conhecer seu pai e o reconhecimento da paternidade.

De forma resumida:
Um jovem, o pai da história, engravidou uma moça do interior e depois caiu fora. Quando a criança tinha 3 meses, a tal moça viajou até a cidade grande para procurar o irresponsável. Foi expulsa por ele e por seus pais. Anos depois ela voltou a procura-lo. Novamente expulsa.

A criança cresceu sem pai, e já adulto, com quase 50 anos, pediu ajuda a um programa de TV.

Quase 5 décadas depois de colocar pra fora de sua vida uma criança indefesa, diante das câmeras, o pai chora ao receber o novo registro do filho com o reconhecimento da paternidade depois do exame de DNA.

Ele chora e diz:
– eu sempre sonhei com isso, conhecer meu filho e ter meu nome no registro dele. Uma honra ser seu pai.

Em seguida beijou o registro chorando.

Aquele homem apresentou justificativas que não cabiam nem mesmo nele, mas sinceramente ele acreditava nelas. Ou não?

E natural buscarmos justificativas para os nossos atos, independentemente de serem bons os maus. Sempre temos um “motivo” que acalenta e satisfaz nossa alma.

Apesar de estarmos vivendo dias em que ninguém acha que deve explicações a outrem, em uma questão ou outra vamos ter que nos explicar.

Aí está a questão. Nossas justificativas precisam ser corretas, íntegras. Isso significa que elas devem ser verdadeiras, reais, racionais. JUSTO no sentido de estar certo e adequado. Não pode ser bom só pra mim, sob a minha ótica distorcida, como a roupa dois manequins abaixo e que eu acho que ficou certíssima.

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