Liliana Viana

Entendemos o PERDÃO que recebemos?

Posted on: 20/01/2020

Em MATEUS 18:23 35 Jesus conta uma ótima PARÁBOLA QUE ILUSTRA PERDÃO

Essa parábola descreve uma das nossas maiores dificuldades: PERDOAR.

Leia em sua bíblia o VERSO 23
Há uma comparação do Reino de Deus com UM REI (guarde essa palavra: UM REI) que foi acertar contas com seus servos.

VERSO 24
O servo devia 10 mil talentos. O valor emprestado pelo rei era alto. Provavelmente aquele homem não era um servo qualquer.

Vamos ter uma ideia da dívida:
Os comentaristas informam que 1 talento valia 6 mil denarios (Comentário Champlin)

1 Talento = 6 mil Denários
10.000 (dez mil) Talentos X 6.000 (seis mil) Denarios

O SERVO DEVIA 60.000.000 (Sessenta milhões) de Denarios.
Ou seja, uma divida IMPAGÁVEL.

Jesus rasgou a cédula da nossa IMPAGÁVEL dívida.
Do mesmo jeito aquele rei da parábola não cobrou mais nada daquele servo, perdoando-lhe a dívida milionária.

A parábola nos dá um lindo quadro que ilustra a grande misericórdia de Deus por intermédio de Jesus Cristo, porquanto Deus nos perdoou totalmente, sem termos nós merecimento algum.

No entanto, o sacrifício de Jesus não nos é oferecido sem um fundamento básico, sem um propósito. Ele deseja transformar nossa personalidade até atingirmos a retidão, a vida dEle em nós.

O perdão de Deus é gratuito. Temos o privilégio de imitar esse ato.
No entanto, muitas vezes agimos como aquele servo.

Leia agora o VERSO 28
O servo tinha um conservo que lhe devia 100 denários (ele devia ao rei 60 milhões de denarios),

VAMOS FAZER UMA COMPARAÇÃO NOS NOSSOS DIAS, COM A MOEDA BRASILEIRA:
100 reais e 60 milhões de reais.

Quem tinha uma dívida maior?

Leia o VERSO 29
Do mesmo jeito aquele conservo arrependido dizia: sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

E o que fez o servo que havia sido perdoado pelo Rei?

VERSO 30
Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.

O servo estava pronto para ser perdoado, mas não para perdoar. Assim, ele colocou seu conservo em uma prisão.

Aqui nós temos uma lição dificílima de ser entendida e vivida:

A conduta moral e ideal, nem sempre será a atitude permissível ou legal.
Veja o que o comentarista Champlin fala:

A lei e a moral de Deus falam sempre dos motivos e dos propósitos das ações e, além disso, falam da misericórdia e da compaixão que devem fazer parte dessas ações. O ato legal, efetuado sem compaixão não é justo quando prejudica ao próximo. A moral de Deus tem mais implicações e fatores que controlam as ações do que as leis dos homens.

Legalmente o Servo estava correto em cobrar do seu conservo. Mas, não havia nele compaixão,  a mesma sentida pelo Rei com relação a ele. Ele não estava pronto para perdoar.

No VERSO 31 vemos que aquele ato chegou aos ouvidos do rei.

Nada passa despercebido dos olhos do Senhor. Prov. 15.3, diz: Os olhos do senhor estão em toda parte: ele observa atentamente os maus e os bons!

O servo que não perdoou seu conservo era um indivíduo mal, egoísta e imoral. Aquele homem, não era capaz de compreender o perdão e a misericórdia que havia recebido do rei.

SERÁ QUE ENTENDEMOS O QUANTO FOMOS PERDOADOS?

Nós aqui, toda a humanidade, nos encontramos na mesma situação daquele servo incompassivo.

Recebemos a graça e a misericórdia de Deus através do sacrifício de Cristo na cruz em nosso lugar. Recebemos Seu perdão.

O homem que se recusa a perdoar não entendeu o quanto foi perdoado. Quando não perdoamos estamos mostrando total ingratidão com aquele com quem tínhamos uma dívida impagável.

Perdão requer perdão.
Compaixão requer compaixão.
Amor requer amor.

Talvez você argumente: eu sofri e devo perdoar? E o outro que me fez tanto mal, o que acontece com ele, fica numa boa?

Não podemos nos esquecer de um fator muito importante nessa parábola. Lembra quando no inicio eu pedi: guarde essa palavra: UM REI.

O rei era AUTORIDADE MAIOR NO REINO. Ele não tinha obrigação e nem necessidade de perdoar quem quer que fosse.
O perdão dele foi gratuito, imerecido.

DEUS É DEUS, TODA AUTORIDADE E DOMÍNIO ESTÃO SOBRE ELE. Deus não tinha obrigação nenhuma em nos perdoar.

Nós fomos perdoados porque o caráter misericordioso e gracioso de Deus é perdoador.

Você consegue entender o quanto foi perdoado?

Então é hora de atitude: Perdoe!

Não tranque ninguém em uma prisão.

(Liliana Viana, Parte de uma das minhas pregações sobre perdão)

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